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Clarissa Goyatá » luz artificial

Iluminação sustentável em projetos

Figura Iluminação sustentável

Um amigo pediu que eu falasse a respeito do meu trabalho para divulgar aos profissionais interessados em aprofundar na iluminação. As palavras que descrevem o meu trabalho como  especialista em iluminação é: Iluminação Sustentável.

O termo Iluminação Sustentável se refere a um projeto de iluminação eficiente, sem excessos e capaz de suprir as necessidades da geração atual sem esgotar os recursos para o futuro, enfatizando também a produtividade com menores custos.

Antigamente as casas funcionavam como caixas isoladas do mundo, hoje os edifícios são construídos levando em consideração o ser humano que vai habitá-la, oferecendo conforto, qualidade de vida e integrando outros projetos na busca da eficientização. É baseado neste conceito que devemos elaborar nossos projetos.

Para execução de um bom projeto luminotécnico é preciso levar em consideração alguns requisitos importantes que ainda são negligenciados pela maioria dos profissionais.

Para uma iluminação sustentável devemos atentar para a escolha de:

  • funcionalidade do ambiente.
  • sensações que você quer que o observador tenha;
  • sistemas de iluminação eficientes (lâmpadas + luminárias);
  • planejamento adequado da luz natural;
  • cálculo luminotécnico da área estudada que orientará para a quantidade e distruibuição ideais;

A economia de energia também é um ponto a ser lembrado, mas não é necessariamente um requisito direto, pois em um projeto eficiente subentende-se que este quesito já foi incluído na escolha do sistema de iluminação.

A funcionalidade do ambiente é o primeiro passo para iniciar um projeto de iluminação. È aqui que definimos o tipo de trabalho ou esforço visual que necessitamos e que objetos desejamos destacar.

Após determinar a função do ambiente é preciso definir as sensações que você quer transmitir ao observador. Estas sensações são pensadas a partir de uma análise do ambiente, perfil do cliente ou usuário. Alguns ambientes “pedem” uma iluminação mais intimista, emotiva, cênica e até dramática, outros uma iluminação geral, prática e de trabalho.

Sistemas de iluminação eficientes são conseguidos com conhecimento teórico das lâmpadas, interpretação de catálogos e escolha certa para o ambiente. Por exemplo, nas cozinhas a iluminação geral é conseguida com lâmpadas fluorescentes e iluminação de destaque com halógenas ou fluorescentes para a área de trabalho. As lâmpadas mais eficientes para este ambiente são as tubulares. Existem luminárias de todos os tipos para um bom sistema de iluminação e para todos os tipos de lâmpadas.

O planejamento da luz natural deve ser feito pelo arquiteto antes de construir a edificação, nem sempre isso é levado em consideração, sendo necessário muito cuidado com a luz artificial para suprir sua falta. Uma dica, segundo Ricardo Cabuz, Phd em iluminação natural, é tratar a casa como uma grande luminária capaz de refletir a luz internamente.

O cálculo luminotécnico é necessário em ambientes comerciais, industriais, esportivos e de escritórios onde é exigido pela norma de iluminação um nível de iluminância mínimo dependendo da sua função. Entende-se por Iluminância a quantidade de luz incidente em uma área expressa em lux (lx) e medida em um aparelho que se chama luxímetro. Existem softwares eficientes para execução de cálculos como o Calculux, Dialux da Philips, o Cálculo da IEP dentre outros. O site da Itaim disponibiliza um cálculo rápido online gratuito e de acesso livre a todos. Confira aqui: http://www.itaimiluminacao.com.br/novo/popup_calculorapido.cfm?p=234

As recomendações devem ser seguidas, mas o mais importante é lembrar que estamos iluminando um ambiente para pessoas utilizarem e não se prender tanto à quantidade de lumens/watt. A necessidade do usuário ou cliente é que rege o princípio e a escolha do projeto e do melhor sistema de iluminação.

Para realizar este tipo de trabalho, o mais indicado é consultar um profissional especializado em iluminação com formação extra-curricular, seja um especialista em iluminação, lighting designer ou um engenheiro de iluminação, pois as disciplinas de iluminação que são estudadas nas faculdades de arquitetura e design não dão embasamento suficiente para exercermos este tipo de trabalho.

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